
domingo, 20 de setembro de 2009
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
LEONARDO BOFF E NÓS

Recentemente um professor nos lembrou do livro de Leonardo Boff: " A AGUIA E A GALINHA - uma metáfora da condição humana".
Mas moçada... quem é mesmo esse "cara"????
Vou falar quem foi Leonardo (se é que seja possível resumir quem é esse ser humano) e como foi meu encontro com esse "cara" aos 19 anos, ainda na Faculdade de Artes e Comunicação da UNESP, em uma das palestras que ministrou.
Naquela época, ganhei de um tio (que em uma família católica, apostólica e romana, sempre foi visto como subversivo...rs), o livro em sua 22ª edição. Achei interessante essas "coincidências" da vida porque ao falar sobre a palestra, logo de sua estante saiu o livro: "Toma aí. Lê. Depois me fala!". Direto e uma piscada de canto de olho. Ops, me despertou logo de cara....rs.
Naquela época, ganhei de um tio (que em uma família católica, apostólica e romana, sempre foi visto como subversivo...rs), o livro em sua 22ª edição. Achei interessante essas "coincidências" da vida porque ao falar sobre a palestra, logo de sua estante saiu o livro: "Toma aí. Lê. Depois me fala!". Direto e uma piscada de canto de olho. Ops, me despertou logo de cara....rs.
Leonardo Boff sempre foi professor de teologia, de filosofia, de espiritualidade e de ecologia. Trabalhou mais de vinte anos em Petrópolis, com um pé na academia e outro nos meios mais pobres. Dessa combinação nasceu a TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO que ele, junto com outros, ajudou a formular. Sempre se deixou iluminar por São Francisco e Santa Clara, os paradigmas de uma nova humanidade terna e fraterna. Atua junto à comunidades de base, dá curso em universidades brasileiras e estrangeiras e escreve com assiduidade. Dos mais de sessenta livros destacam-se os que tb gostei de ler: Nova era: a civilização planetária; Ecologia: grito da Terra, grito dos pobres. Mas o que mais me impressinou mesmo foram: Brasa sob cinzas - estórias de anti-cotidiano e A aguia e a galinha - metáforas da condição humana. Hoje Leonardo Boff é professor emérito da UERJ.
Ao ver uma galinha e uma águia, você vai ver mais que uma galinha e uma águia. Você vai se confrontar com duas dimensões da existência humana. A dimensão do enraizamento, do cotidiano, do prosaico, do limitado: o símbolo da galinha. A dimensão da abertura, do desejo, do poético, do ilimitado: o símbolo da águia. Como equilibrar estes dois pólos? Como impedir que a cultura da homogeneização afogue a àguia dentro de nós e nos tolha a voar? Para dar uma resposta convincente a esses desafios, o autor visita a moderna cosmopologia, a psicologia profunda, a nova antropologia, a ecologia, a espiritualidade e a mística. O resultado é uma reflexão instigante que provoca entusiasmo na busca da identidade humana através da inclusão das contradições e da superação dos eventuais obstáculos a nível pessoal, social e planetário.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
O PODER DA MÍDIA....E NOSSO PODER DE ESCOLHA

Tenho acompanhado, como a imensa maioria, o que tem sido publicado e divulgado na mídia.
Conversando com alguns educadores e amigos, e utilizando TODAS as tecnologias que hoje estão a nossa disposição: MSN/ ORKUT/ TWITTER/ BLOGS/TORPEDOS/SMS....chegamos a conclusão óbvia (e nem sempre para a maioria...ops...falei...rs), de como o poder e a função da mídia geram discussões profundas e polêmicas. Por isso acredito também (ops...ultimamente minhas crenças tem aumentado profundamente...coisas das leituras de mestrado....rsrsrr), que cada um de nós deva pensar um pouco (pelo menos um pouco vai...ops...falei de novo..rs), em todos os aspectos que envolvem os meios de comunicação, isto é, sua necessidade, sua importância, seus usos e abusos.
Atualmente, recebemos informações por diferentes mídias.
Uma provocação: o que fazemos com essa "avalanche" de informações?
É preciso estarmos atentos às informações que nos chegam, analisando-as de maneira crítica e _ por que não?_quando em dúvida, comparar o "tratamento dado" (ops....falei de novo...e me veio aquela palavrinha....rs), ao fato em diferentes veículos.
Proponho uma experiência. Individualmente ou em grupo, escolha um fato marcante ocorrido na semana e analise como o assunto foi tratado na mídia.
E as notícias veiculadas da crise na Receita Federal, heim???....ooooopsssssss...
PATRIA AMADA ESQUARTEJADA
"Patria Amada, salvem, salvem"" A memória, onde cresce a história, que por sua vez a alimenta, procura salvar o passado para servir o presente e o futuro. Devemos trabalhar de forma a que a memória coletiva sirva para a libertação e não para a servidão dos homens." (Jacques Le Goff, 1984)
Na qualidade de diretor de estudo na École des Hautes Études en Sciences Sociales, Jacques Le Goff publicou brilhantes estudos consagrados, que renovaram a pesquisa histórica, sobre mentalidade e sobre antropologia da Idade Média. Seus seminários exploraram os caminhos então novos da antropologia histórica. Ele publicou os artigos sobre as universidades medievais, o trabalho, o tempo, as maneiras, as imagens, as lendas etc. Sinal do sucesso de suas teses, ele atuou no renovamento pedagógico de história participando da redação de um manual escolar.
PATRIA AMADA ESQUARTEJADA - foi uma das exposições, produzidas pelo Departamento do Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultura, em 1993 em São Paulo. Na época, já trabalhava com jovens das favelas da Vila Prudente em ações educativas junto ao MAM - Museu de Arte Contemporâena de SP. E levei-os para ver a exposição e refletir sobre as imagens. O contexto, fazia parte do projeto político-pedagógico da rede municipal de ensino e o ensino da história do Brasil. Composta de 30 painéis, a exposição continha imagens e textos que abordavam a multiplicidade contraditória de diferentes versões da história do Brasil.
A exposição nos levava a refletir à respeito de como a memória pode nos pregar algumas peças....todo mundo, algum dia, já se esqueceu de algo que parecia importante ou foi surpreendido por lembranças que pareciam perdidas no tempo. Recorrendo ao psicólogos e psicanalistas, Jacques Le Goff observa que na recordação ou no esquecimento a memória individual está condicionada pelas manipulações conscientes ou inconscientes do interesse, da afetividade, do desejo, da inibição e da censura. Diz também que a memória coletiva foi posta em jogo de forma importante na luta das forças sociais pelo poder. Nos tornarmos então, sujeitos da memória e do esquecimento. E talvez seja essa, uma das grandes preocupações que devemos ter como educadores sociais nos dias de hoje. O silêncio e o esquecimento da história, são reveladores desses mecanismos de manipulação da memória coletiva. E uma das maneiras de promover estes "esquecimentos" é gravando lacunas no tempo, é fazer da nação o personagem central de uma história transmitida de geração para geração. Essa história que nós é posta, é entendida como BIOGRAFIA DA NAÇÃO...e não como a trajetória de sujeitos diversos e experiências sociais conflituosas. Assim, a história que ainda ensinam a nossas crianças, se converte em um mecanismo de seleção do que "deve" ser memorizado ou silenciado para forjar uma identidade e legitimar outras tantas. Por isso é que acredito na forma de "memorização" de outros sujeitos históricos. Por isso é que acredito na PEDAGOGIA DA IMAGEM, como instrumento de meu ofício de educadora. E outras formas de linguagem que ao meu ver não só educam, como "transformam" o olhar.
Há muito tempo ouço em minha família: "Cabeça não foi feita só para usar chapéu".....rsrsrrrsrs. Não sei se aprendi a lição...mas ainda tento!!!....rsrrsrs
domingo, 23 de agosto de 2009
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
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